Nascer foi um ato, morrer é um fato, o espaço entre os dois nada é além de um ruído alto e estridente. Somos apenas energia condensada, e tudo que consumimos terá de ser devolvido sooner ou later, é essa toda a equação da vida. A soma dos reagentes é sempre igual a dos produtos (não é isso que dizem), e dessa forma, cada ação possui uma reação de igual intensidade.
'Existir é ilógico'. Nunca poderemos de fato perceber a extensão de nós mesmos. Com as peças do quebra cabeça em seu lugar, cada um dos 6,5 bilhões de habitantes nesse pequeno planeta tem sua função, e seu encaixe.
Como energia que somos podemos realizar feitos. Mas não podemos ser definidos. Nunca perguntemos: quem sou eu?. Pois o ser excede tudo aquilo que podemos compreender. Se não sabemos onde começamos, o fim já está bem determinado. Não nos cabe saber onde nem porque. Indagar é perigoso, aceitar é subversivo. O tempo é apenas uma névoa úmida.
E se somos externos a nos mesmos, nos transpassamos, e nosso momento jamais findará.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Pensamentos soltos, frases distorcidas, palavras desordenadas.
Faz muito tempo mesmo desde a última vez que escrevi uma crônica. Mas then again faz muito tempo mesmo que aconteceu algo interessante o suficiente para ser analisado. Aliás, coisas realmente interessantes acontecem todo dia. Com essa vida sem freio de vestibulanda(?) eu percebi que embora eu não goste de ir à aula nem tampouco de me matar de estudar, ambas as coisas me acrescentam informações todos os dias. Ok, nem todas essas informações são úteis e nem, ainda me arrisco a dizer, necessárias. Mas uma boa parte delas realmente merece minha atenção.
(...)
Eu não gostaria de ser vista como uma conformista. E muito menos como uma rebelde. Mas devo acrescentar que se tivesse que optar por um dos dois eu ficaria com o primeiro. Meu lindos e curtos anos de rebeldia já se foram, naquela época onde escutar punk rock e ter o cabelo vermelho retinto era coisa de gente revoltada (e não 'alternativa' como hoje em dia...). Acho que já coloquei um texto aqui sobre as diferentes fases da minha conturbada pré adolescência/adolescência. Se não, oh well... basta saber que não foram poucas nem suaves.
Mas hoje em dia eu vejo que chocar a sociedade não significa muda-la. E ser descriminado em nada contribui para o nosso papel no mundo. Acho que não só podemos, como devemos questionar o que a sociedade nos impõe, afinal, somos seres pensantes. Mas uma grande parte desse pensar significa enxergar a realidade como ela é, e não como a idealizamos. Isso envolve, inclusive, perceber que nadar contra a corrente e não aceitar nada não significa melhorar alguma coisa.
(...)
Então ás vezes eu acho que a sanidade me deixa. Eu sonho com números, acordo com formas geométricas, almoço guerras e tratados de paz, janto escolas literárias. Não consigo mais manter uma conversa sem usar o termo 'estudo' e nem passar mais de cinco minutos sem me sentir culpada por não estar estudando. É, quando me disseram que não ia ser fácil, eu não imaginei que ia ser tão difícil assim. Não é o assunto em si que é difícil, nem a quantidade de coisas, o problema e a cobrança. É, o grande problema é a cobrança. De pais, professores, colegas, colégio, paredes, teto, livros, fotografias. Meu computador, inclusive, nesse exato momento me condena por não estar estudando.
(...)
Eu só queria deixar bem claro: eu não me acho, nem nunca me achei melhor do que ninguém.
Se eu passei essa impressão, foi indubitavelmente sem querer. Se eu tenho algum problema na linha do 'se achar' é justamente o extremo oposto: baixa auto estima. Eu nunca soube ouvir elogios. Aliás, eles chegam a me irritar.
Mas as opiniões mais distorcidas sobre a gente vêm justamente das pessoas que estão mais próximas de nós. Justo aquelas que deveriam saber tudo. Mas tudo bem, vivendo e aprendendo.
(...)
Direito? Relações internacionais? História? Museologia? Publicidade? Quem sabe, quem sabe, quem sabe. Aparentemente, eu deveria saber. Mas olha ai, bem falado: deveRIA. Quem foi que disse que com dezessete anos eu posso escolher aquilo que vou fazer pro resto da vida? Porque sim, passar no vestibular não é nada fácil, se eu acabar escolhendo um curso que não tenha nada a ver comigo eu vou com ele até o final. Tentar de novo é que não dá. Então, embora eu estude incessantemente e comabebaedurma a prova da covest, de que adianta, se eu NÃO SEI O QUE EU QUERO?
(...)
to be continued.
(...)
Eu não gostaria de ser vista como uma conformista. E muito menos como uma rebelde. Mas devo acrescentar que se tivesse que optar por um dos dois eu ficaria com o primeiro. Meu lindos e curtos anos de rebeldia já se foram, naquela época onde escutar punk rock e ter o cabelo vermelho retinto era coisa de gente revoltada (e não 'alternativa' como hoje em dia...). Acho que já coloquei um texto aqui sobre as diferentes fases da minha conturbada pré adolescência/adolescência. Se não, oh well... basta saber que não foram poucas nem suaves.
Mas hoje em dia eu vejo que chocar a sociedade não significa muda-la. E ser descriminado em nada contribui para o nosso papel no mundo. Acho que não só podemos, como devemos questionar o que a sociedade nos impõe, afinal, somos seres pensantes. Mas uma grande parte desse pensar significa enxergar a realidade como ela é, e não como a idealizamos. Isso envolve, inclusive, perceber que nadar contra a corrente e não aceitar nada não significa melhorar alguma coisa.
(...)
Então ás vezes eu acho que a sanidade me deixa. Eu sonho com números, acordo com formas geométricas, almoço guerras e tratados de paz, janto escolas literárias. Não consigo mais manter uma conversa sem usar o termo 'estudo' e nem passar mais de cinco minutos sem me sentir culpada por não estar estudando. É, quando me disseram que não ia ser fácil, eu não imaginei que ia ser tão difícil assim. Não é o assunto em si que é difícil, nem a quantidade de coisas, o problema e a cobrança. É, o grande problema é a cobrança. De pais, professores, colegas, colégio, paredes, teto, livros, fotografias. Meu computador, inclusive, nesse exato momento me condena por não estar estudando.
(...)
Eu só queria deixar bem claro: eu não me acho, nem nunca me achei melhor do que ninguém.
Se eu passei essa impressão, foi indubitavelmente sem querer. Se eu tenho algum problema na linha do 'se achar' é justamente o extremo oposto: baixa auto estima. Eu nunca soube ouvir elogios. Aliás, eles chegam a me irritar.
Mas as opiniões mais distorcidas sobre a gente vêm justamente das pessoas que estão mais próximas de nós. Justo aquelas que deveriam saber tudo. Mas tudo bem, vivendo e aprendendo.
(...)
Direito? Relações internacionais? História? Museologia? Publicidade? Quem sabe, quem sabe, quem sabe. Aparentemente, eu deveria saber. Mas olha ai, bem falado: deveRIA. Quem foi que disse que com dezessete anos eu posso escolher aquilo que vou fazer pro resto da vida? Porque sim, passar no vestibular não é nada fácil, se eu acabar escolhendo um curso que não tenha nada a ver comigo eu vou com ele até o final. Tentar de novo é que não dá. Então, embora eu estude incessantemente e comabebaedurma a prova da covest, de que adianta, se eu NÃO SEI O QUE EU QUERO?
(...)
to be continued.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Nota mental
Cara senhora, venho por meio desta informar-lhe que as devidas providências já estão sendo tomadas. Não é preciso pânico, a situação está sob controle. Muito embora o que as más línguas falam as notícias de caos generalizado não procedem. Lembro: não é preciso pânico. Descansemos já na certeza que os responsáveis estão no comando de tudo, e sabem exatamente como proceder.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
'Carrego sempre o peso do meu som'
Meus ombros baixos e cheios de culpa
Meus dedos já calejados com tanta aspereza
Meus pés e seus calos de dor.
Se já não me movo, é para não transparecer.
Ficar calada ás vezes é melhor
Mas ainda há o que deveria ser dito e não é (quase nunca)
Ainda há o impulso de contar o que vi e o que sei
Ainda carrego todas as palavras e seus ruídos
O som e seu peso profundo
O som e meu medo de tudo.
Meus dedos já calejados com tanta aspereza
Meus pés e seus calos de dor.
Se já não me movo, é para não transparecer.
Ficar calada ás vezes é melhor
Mas ainda há o que deveria ser dito e não é (quase nunca)
Ainda há o impulso de contar o que vi e o que sei
Ainda carrego todas as palavras e seus ruídos
O som e seu peso profundo
O som e meu medo de tudo.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Sobre as coisas esquecidas
Escute: não há mais nada o que possa ser feito, é o que eu gostaria de dizer. Sim, é o que sei, ou ao menos achei que sabia, até bem pouco. A verdade é que me forcei a acreditar que dois errados fariam um certo. E diante do seu erro (bem, dos seus diversos erros) eu apenas cometi outro e decidi que ódio e desprezo resolveriam o vazio que eu sentia. O esquecimento, eu percebi nada melhora as situações mal resolvidas. Talvez até as piore, pois ao tentar esconder o acontecido apenas o tornamos mais evidente, nas entrelinhas, no canto da sala, no fundo da gaveta, pronto para nos surpreender a qualquer hora.
De qualquer forma, além de não esquecer e piorar minha mágoa eu apenas encobri o quanto tudo isso me era incômodo (pra não dizer sôfrego). De tanto não pensar acabei perdida no meu sentimento de vítima, na minha preocupação em culpar você cheguei a esquecer que o mais fraco sempre foi mesmo você.
E agora, esta surpresa. Não sei o que esperar, não sei se esperar. Na dúvida, não esperarei. Não achava mais que houvesse nada a ser feito. Mas diante das minhas portas fechadas hoje se abre uma janela, e embora pequena, ela ainda permite a passagem de alguma luz. Um raio ainda distante, disforme e descontínuo, mas ainda sim um raio, e que por tão pequeno deve ser bem cuidado.
Confesso que minha caixinha ainda está no fundo da gaveta, recheada de acusações e dúvidas. Mas não, não serei susceptível ao mesmo mal de Pandora. No fundo da gaveta a deixarei, pois embora o passado nos ensine muito, muitas vezes ele nos impede de aprender. Ou mesmo de descobrir.
Eu quero descobrir que estou errada. Que ainda há, de fato, muito a se fazer. Sim, sim... ainda devo uma última vez confessar, o que eu quero mesmo é descobrir quem é você.
De qualquer forma, além de não esquecer e piorar minha mágoa eu apenas encobri o quanto tudo isso me era incômodo (pra não dizer sôfrego). De tanto não pensar acabei perdida no meu sentimento de vítima, na minha preocupação em culpar você cheguei a esquecer que o mais fraco sempre foi mesmo você.
E agora, esta surpresa. Não sei o que esperar, não sei se esperar. Na dúvida, não esperarei. Não achava mais que houvesse nada a ser feito. Mas diante das minhas portas fechadas hoje se abre uma janela, e embora pequena, ela ainda permite a passagem de alguma luz. Um raio ainda distante, disforme e descontínuo, mas ainda sim um raio, e que por tão pequeno deve ser bem cuidado.
Confesso que minha caixinha ainda está no fundo da gaveta, recheada de acusações e dúvidas. Mas não, não serei susceptível ao mesmo mal de Pandora. No fundo da gaveta a deixarei, pois embora o passado nos ensine muito, muitas vezes ele nos impede de aprender. Ou mesmo de descobrir.
Eu quero descobrir que estou errada. Que ainda há, de fato, muito a se fazer. Sim, sim... ainda devo uma última vez confessar, o que eu quero mesmo é descobrir quem é você.
sábado, 12 de abril de 2008
one
Yes, I miss you, and you shouldn't even have to ask that. I think about you every day, and sometimes I come to think that's not very healthy. Of course I moved on, I couldn't remain attached to you forever. But to which point am I real about being over you? I really don't know. I don't think I love you anymore, that's almost certain, at least. But as I said, I still wish I could be with you sometimes. I still look through your pictures and messages to know if you are with someone. I am still afraid of loosing you, even though you were never really mine.
The worst of it all is that I have no clue if I'll ever even see you again, and if I do see you, things will be different, we will no longer be the same people we were that summer and our love will be lost forever. Funny thing I said love. Did you love me? Did I love you? What were we, after all? Those questions only make harder for me to put an end on us inside my mind. If I could only know if it was real, if you were indeed mine, and I was yours, I would be in peace. Just knowing I had you, even that it was so brief, would make me happy. Because deep inside my heart I am so certain about you being the one. Deep inside my heart I know you are the one who would give me my happily ever after. I can lie to myself, I can look for someone else, and in the end, maybe we won't be together (life sometimes doesn't go as we plan), but I'll always know that you are the one for me, and I'm the one for you too.
Anf it doesn't matter how many hours, days or countries are between us. What I feel is stronger, for what I feel is real.
The worst of it all is that I have no clue if I'll ever even see you again, and if I do see you, things will be different, we will no longer be the same people we were that summer and our love will be lost forever. Funny thing I said love. Did you love me? Did I love you? What were we, after all? Those questions only make harder for me to put an end on us inside my mind. If I could only know if it was real, if you were indeed mine, and I was yours, I would be in peace. Just knowing I had you, even that it was so brief, would make me happy. Because deep inside my heart I am so certain about you being the one. Deep inside my heart I know you are the one who would give me my happily ever after. I can lie to myself, I can look for someone else, and in the end, maybe we won't be together (life sometimes doesn't go as we plan), but I'll always know that you are the one for me, and I'm the one for you too.
Anf it doesn't matter how many hours, days or countries are between us. What I feel is stronger, for what I feel is real.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Eu espero que você se encontre
Eu não espero que você me perdoe pro ter perdido a calma, por ter te perdido ao tempo. Eu não espero que você se dedique, ou se importe. Eu gostaria que você ligasse, eu adoraria te ver novamente. Num deses encontros casuais, quem sabe, numa tarde qualquer a gente se bata, a gente converse e a gente se entenda.
Até lá eu sigo em passos miúdos, fingindo que o nosso acontecido nunca aconteceu.
Até lá eu sigo em passos miúdos, fingindo que o nosso acontecido nunca aconteceu.
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