Eu perdi meu CD de red hot, meu "the notebook", meu livro de contos, um vestido, meu anel. Mas eu não me perdi. Eu continuo sempre presente.
(...)
Não sei porque as pessoas mudam. Eu sei, irônico, já que mudei tanto. Mas às vezes a gente nem reconhece grandes amigos. Eu sinto sua falta. Das conversas, das indiretas, dos raros encontros. Eu sinto falta de quem você costumava ser. As pessoas esquecem delas mesmas. Elas se perdem em seus próprios labirintos, elas inventam ou aumentam seus problemas.
(...)
Eu havia me esquecido de como I coul have lied fala comigo. Foi Pedro que me lembrou que essa música existe. Foi uma das melhores coisas dessas férias. Eu costumava ouvir essa música quase todo dia, no auge da minha paixão adolescente redhotiana. E ela já falava muito comigo na sexta série. Engraçado né. Ela parece que fala mais ainda hoje, quase sete anos depois.
(...)
Foi Aristóteles, eu acho, que falou de forma e essência né. Bom, minha essência continua aqui. Esses pequenos incidentes me lembram disso. Eu cresci. Eu cresco ainda, todos os dias. Mas tem coisas que não mudam.
(...)
I could never change what I feel, my face will never show what is not real.
Por que depois de uma madrugada de calafrios, febre, dor de garganta, etc. eu merecia uma boa surpresa hoje.
A gente sempre merece surpresas boas.
Eu fico tão cansada de sentir, às vezes.
terça-feira, 14 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
I just got lost
Não é porque eu não quero ou não gosto de ouvir que estou errada. É porque dessa vez eu não estou. Eu abri mão de muita coisa. Muita mesmo. E não olhei pra trás (ta, olhei, mas não me arrependi). E não me arrependi porque tenho fé. Tenho fé em muita coisa. Acho que tenho fé até demais. Em mudança , em melhora, tenho fé na esperança. Então abrir mão de tudo, de todas as minhas certezas, da minha segurança, dos meus questionamentos, não importa. Não importa porque esse motorzinho que me move - a fé - me garante que vai dar tudo certo (mesmo que dê errado). Porque se der errado é porque não era pra ter sido assim. E eu vou tentar novamente . Eu vou abrir mão novamente. Até acertar. Mas dessa vez não. Eu não errei. Eu tenho tudo pra não acreditar, pra cobrar, pra odiar. E eu acredito, eu esqueço, eu amo. Então se é ou não da minha personalidade agir assim, tanto faz. Tanto faz porque nos últimos anos eu mudei muito. Se sou ou não eu, se eu devo ou não devo, não importa. Dessa vez não.
“Just because I'm losing
Doesn't mean I'm lost
Doesn't mean I'll stop
Doesn't mean I'm across
Just because I'm hurting
Doesn't mean I'm hurt
Doesn't mean I didn't get what I deserved
No better and no worse"
As pessoas me cansam. Se você tem um problema, resolva. Não fique que nem cachorro girando em círculos, atrás do próprio rabo porque não vai adiantar.
“Just because I'm losing
Doesn't mean I'm lost
Doesn't mean I'll stop
Doesn't mean I'm across
Just because I'm hurting
Doesn't mean I'm hurt
Doesn't mean I didn't get what I deserved
No better and no worse"
As pessoas me cansam. Se você tem um problema, resolva. Não fique que nem cachorro girando em círculos, atrás do próprio rabo porque não vai adiantar.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
breakdown
I know you asked me not to
But I did it anyway
I did it bc I needed to
Am I not strong enough?
Am I not good enough?
I’m not enough
The doc said
Don’t you go living live crazy like that girl
Don’t mix your pills with drinks he said
But, oh, doc. How can I not?
If it’s almost morning again
And I’m still awake
There’s too much of nothing on my mind
I know I know better
I’m tired of always knowing
And not getting it right
One more pill
One last day
If you asked me to
I would stay
You never look at me
You always stare away
Why can’t you see
The problem it’s not you
It’s me
But I did it anyway
I did it bc I needed to
Am I not strong enough?
Am I not good enough?
I’m not enough
The doc said
Don’t you go living live crazy like that girl
Don’t mix your pills with drinks he said
But, oh, doc. How can I not?
If it’s almost morning again
And I’m still awake
There’s too much of nothing on my mind
I know I know better
I’m tired of always knowing
And not getting it right
One more pill
One last day
If you asked me to
I would stay
You never look at me
You always stare away
Why can’t you see
The problem it’s not you
It’s me
terça-feira, 30 de junho de 2009
onde vamos parar?
Mamãe grita do quarto 'Eu não disse? É bem a décima vez que o Globo Repórter faz uma matéria sobre a obesidade. É, minha filha, a obesidade é o mal do século, eu digo faz tempo’. Certo. Até então, tudo o que ela havia me dito havia literalmente entrado por um ouvido e saído pelo outro. Eu me contentava em responder com ‘hm’ e ‘ok’. Mas diante desse comentário eu apenas fiquei calada. E não pense que foi porque eu já to pra lá de cansada de ouvir sobre comida sem agrotóxico, obesidade na adolescência, gordura trans, ou coisa do tipo (se bem que isso também procede). Não, eu não consegui responder a este comentário com um simples ‘é...’ porque não está certo.
(...)
Tem muita gente gorda no mundo. Tá. Mas e daí? Tem muita gente feia, nariguda, careca, baixinha, vesga... E ninguém diz nada. Então por que obesidade tem que ser esse problema todo? Usando as palavras da minha genitora ‘porque, meu bem, obesidade leva a morte’. Certo. Mas atropelamento e homicídio também levam. Em vez de ficar mandando a gente fechar a boca, Globo, faz uma matéria sobre a violência urbana e dá em cima dos políticos, pra que eles resolvam essa palhaçada. De que adianta pesar 49 kg e ser malhadérrima se eu vou ser sequestrada na próxima esquina? Nada, eu lhe digo, não adianta de nada. Não to dizendo, longe de mim, que todo mundo tem que ficar gordo até que a violência acabe (o mundo ia sair de órbita com a quantidade de gente ‘pesadinha’). Mas olha, que tem coisa mais importante do que a qualidade da alimentação isso tem.
(...)
Mas mesmo assim, esses acima ainda não foram os motivos pelos quais eu não consegui ignorar o comentário da minha mãe. Não mesmo. Foi uma coisa, acho que até pequena, que ela falou, que me fez pensar. Que me fez tirar a cara de dentro do livro de física elétrica e olhar pra parede pensando ‘ela realmente acredita nisso?’ ‘A obesidade é o mal do século’, foi isso. Agora pense bem.
(...)Eu não sei não. Mas eu tenho a impressão de que tem milhões de pessoas morrendo de fome na África. E de AIDS no mundo. E que o segundo remédio mais vendido no mundo (perdendo só pro viagra, mas isso é outro assunto...) é zantrax. Então é o seguinte, ser gordo é o de menos. Pra mim, o mundo tem muitos maus. Muitos mesmo. Mas o pior deles é a inversão de valores. Sim, pode discordar, mas pra mim, se as pessoas soubessem valorizar o que merece ser valorizado as coisas não estariam tão caóticas. Se o ser humano pudesse por um minuto tirar a cabeça de dentro da bunda e olhar pro mundo aí fora a gente não estaria nessa merda (bastante irônico, não?). E digo mais, se não esse, o pior mal do mundo é a solidão. Não to falando de momentos sozinho. Não, isso é saudável, e eu mesma cultivo-os sempre que posso. Mas aquela solidão verdadeira é terrível. Dá um nó no estômago, um pânico, um medo de deixar o mundo assim, sem ninguém, e ao mesmo tempo uma vontade de sumir. A solidão é arrasadora. Ela me mete medo.
(...)
É, foi basicamente por isso que quando minha mãe fez aquele infeliz input na nossa ‘conversa’ (mais um monólogo por parte dela que tudo) eu apenas me levantei e fui pra cozinha. Porque é mais fácil engulir e escrever que apresentar meus pontos de vista e arriscar ser levada para um spa. Mas olha só, diante de metade to que tá de errado ai fora, ser gordinho passa despercebido.
E viva a obesidade, minha gente.
(...)
Tem muita gente gorda no mundo. Tá. Mas e daí? Tem muita gente feia, nariguda, careca, baixinha, vesga... E ninguém diz nada. Então por que obesidade tem que ser esse problema todo? Usando as palavras da minha genitora ‘porque, meu bem, obesidade leva a morte’. Certo. Mas atropelamento e homicídio também levam. Em vez de ficar mandando a gente fechar a boca, Globo, faz uma matéria sobre a violência urbana e dá em cima dos políticos, pra que eles resolvam essa palhaçada. De que adianta pesar 49 kg e ser malhadérrima se eu vou ser sequestrada na próxima esquina? Nada, eu lhe digo, não adianta de nada. Não to dizendo, longe de mim, que todo mundo tem que ficar gordo até que a violência acabe (o mundo ia sair de órbita com a quantidade de gente ‘pesadinha’). Mas olha, que tem coisa mais importante do que a qualidade da alimentação isso tem.
(...)
Mas mesmo assim, esses acima ainda não foram os motivos pelos quais eu não consegui ignorar o comentário da minha mãe. Não mesmo. Foi uma coisa, acho que até pequena, que ela falou, que me fez pensar. Que me fez tirar a cara de dentro do livro de física elétrica e olhar pra parede pensando ‘ela realmente acredita nisso?’ ‘A obesidade é o mal do século’, foi isso. Agora pense bem.
(...)Eu não sei não. Mas eu tenho a impressão de que tem milhões de pessoas morrendo de fome na África. E de AIDS no mundo. E que o segundo remédio mais vendido no mundo (perdendo só pro viagra, mas isso é outro assunto...) é zantrax. Então é o seguinte, ser gordo é o de menos. Pra mim, o mundo tem muitos maus. Muitos mesmo. Mas o pior deles é a inversão de valores. Sim, pode discordar, mas pra mim, se as pessoas soubessem valorizar o que merece ser valorizado as coisas não estariam tão caóticas. Se o ser humano pudesse por um minuto tirar a cabeça de dentro da bunda e olhar pro mundo aí fora a gente não estaria nessa merda (bastante irônico, não?). E digo mais, se não esse, o pior mal do mundo é a solidão. Não to falando de momentos sozinho. Não, isso é saudável, e eu mesma cultivo-os sempre que posso. Mas aquela solidão verdadeira é terrível. Dá um nó no estômago, um pânico, um medo de deixar o mundo assim, sem ninguém, e ao mesmo tempo uma vontade de sumir. A solidão é arrasadora. Ela me mete medo.
(...)
É, foi basicamente por isso que quando minha mãe fez aquele infeliz input na nossa ‘conversa’ (mais um monólogo por parte dela que tudo) eu apenas me levantei e fui pra cozinha. Porque é mais fácil engulir e escrever que apresentar meus pontos de vista e arriscar ser levada para um spa. Mas olha só, diante de metade to que tá de errado ai fora, ser gordinho passa despercebido.
E viva a obesidade, minha gente.
sábado, 27 de junho de 2009
It don't matter if you're black or white
Tenho que admitir que quinta à noite, quando Nathália me disse que Michael Jackson tinha morrido eu não me importei muito. Não em importei porque, basicamente, eu não era tão fã dele assim. Mas eu não sei o que aconteceu de ontem pra hoje (acho que o sensacionalismo da mídia pode ter muito a ver com isso) eu me encontro num estágio de quase-choro. Eu sei que ele fez um monte de coisa sem sentido, tipo sacudir o filho de onze meses fora da janela, e tem todas aquelas acusações de pedofilia, mas apesar disso tudo, não tem que não saiba que ele foi simplesmente um gênio. Não é só pelas letras das músicas, inteligentes, bem boladas e cativantes, é pelo garotinho fofo que ele foi no Jackson 5 e o músico da porra que ele passou a ser depois, em toda sua carreia. É triste que ele tenha morrido sozinho e cheio de dívidas, o cara merecia mais. Na MTV apareceu a Latoya, irmã dele, falando que ele não teve infância, mas que nenhum deles teve etc. Mas acho que ele respondeu muito mal a toda a pressão. As pessoas reagem de forma tão diferente. Eu entendo que ele tenha se tornado uma criança presa num corpo de adulto, e muitos dos comportamentos dele podem ser explicados partindo dessa perspectiva, creio eu.
De qualquer forma, to muito comovida com toda essa história e muito chateada também. Chateada porque acho muito injusto que eu nunca tenha podido assistir a um show dele. Eu não me achava muito fã dele, mas to descobrindo, pela MTV que conhecia muuitas das suas músicas e nem sabia. Acho que é o tipo da musica que entra na sua cabeça e fica lá sem que você se dê conta. E eu fico feliz que seja assim, tem tanta música merda aí fora que vale a pena ter um pouco de Michael no juízo (das músicas, não do jeito, claro!).
Acho curioso ver como as pessoas receberam a notícia. Todos os famosos emocionadíssimos, a família pior ainda, e todo mundo do mundo (literalmente!) prestando homenagens. Do Brasil às Filipinas tem gente dizendo tchau ao rei do pop. O cara marcou. É realmente uma porcaria que uma pessoa tão talentosa tenha ido embora tão mal e tão bruscamente.
De qualquer forma, to muito comovida com toda essa história e muito chateada também. Chateada porque acho muito injusto que eu nunca tenha podido assistir a um show dele. Eu não me achava muito fã dele, mas to descobrindo, pela MTV que conhecia muuitas das suas músicas e nem sabia. Acho que é o tipo da musica que entra na sua cabeça e fica lá sem que você se dê conta. E eu fico feliz que seja assim, tem tanta música merda aí fora que vale a pena ter um pouco de Michael no juízo (das músicas, não do jeito, claro!).
Acho curioso ver como as pessoas receberam a notícia. Todos os famosos emocionadíssimos, a família pior ainda, e todo mundo do mundo (literalmente!) prestando homenagens. Do Brasil às Filipinas tem gente dizendo tchau ao rei do pop. O cara marcou. É realmente uma porcaria que uma pessoa tão talentosa tenha ido embora tão mal e tão bruscamente.
terça-feira, 23 de junho de 2009
well, if that's love it comes at much too higher cost
Eu quero que você saiba de muitas coisas. Pois há, de fato, muito que aconteceu nesses últimos sete (quase oito) anos. Eu aprendi com os outros muito daquilo que você deveria ter me ensinado. Eu desaprendi com a vida as poucas lições que você me deu.
Do que era antes apenas um pouco sobrou. Eu transformei e adaptei muita coisa a nova pessoa que se formava; a nova Bruna que ia nascendo (e que ainda renasce um pouco todos os dias). Da antiga mescla de sentimentos primordiais e imaturos que senti – admiração, proximidade, dedicação – ficou quase nada. O tempo provou que minhas primeiras impressões estavam todas erradas e você não era mesmo tudo aquilo que aparentava. Já daqueles outros sentimentos mais profundos – respeito, amor, carinho – ainda resta alguma coisa se equilibrando sob a superfície fria que tento mostrar. Acho que mais um pouco e eles também morrerão, embora eu tente tão avidamente fazê-los ficarem ai. Preciso acreditar que sinto um pouco por você. Preciso saber que ainda há esperança de recuperar o que nós já tivemos um dia. Porque é a única coisa que me faz continuar acreditando em você. Se não fosse isso, eu já haveria me convencido que você foi apenas uma invenção da minha mente infantil. Nada mais que a necessidade de um porto seguro, de alguém que me ajudasse a dar os primeiros passos.
A maior mudança, no entanto, não está relacionada com o nosso contato (raríssimo, devo dizer) ou com o que sinto ou deixo de sentir em relação a você (ou você a mim). O que mais mudou entre nós dois foi o fato que eu hoje vejo que você não passa de um homem normal. Parece um pouco idiota, mas não para mim. Eu acreditei durante nove anos que você fosse, realmente, deus. Sim, você foi meu deus durante muito tempo. Foi quem me ensinou a falar, a andar, a pensar. Você me ensinou a existir. E me defendia. E me escondia embaixo da mesa depois que eu tinha feito alguma coisa errada. E recebia minhas ligações durante suas reuniões e me mandava bonecas caras. Mas nossa relação era bem mais que material. Eu sabia (ou pelo menos achava que sabia) que você era meu. E seria pra sempre. Estaria ali, quando eu quisesse para o que eu precisasse. E isso me mantinha de pé. Saber que havia alguém no mundo que faria tudo por mim. Na mente de uma criança essas resoluções não são bem claras. Mas com o passar dos anos eu consegui chegar a estas conclusões. Então no dia que você se foi, levou consigo um pedaço de mim. Auto confiança, amor próprio, segurança, chame do que quiser. Você deixou pra trás um alguém incompleto, que percebeu do modo mais difícil que ninguém (ninguém mesmo) vai nos segurar quando cairmos. Foi ali que eu soube (embora não tivesse ainda plena consciência disso) que você era apenas um mortal. Alguém sujeito a erros catastróficos com quem eu não podia contar. E isso me afastou completamente. Isso me tira toda a vontade de voltar atrás e te ligar, ou te procurar.
Tenho déficit de energia quando o assunto é você porque sinceramente, não aguento mais me decepcionar. Por isso eu espero profundamente que você um dia me ache e me convença que estava errada. Não há como voltar atrás no que foi feito, mas você poderia ao menos mostrar-me que, sim, você não é nem nunca vai ser deus, mas um homem normal que tenta excepcionalmente acertar. Eu estou disposta a abrir a porta, se você ao menos bater.
Há tanta coisa ainda que você precisa saber.
(dois anos atrás)
Do que era antes apenas um pouco sobrou. Eu transformei e adaptei muita coisa a nova pessoa que se formava; a nova Bruna que ia nascendo (e que ainda renasce um pouco todos os dias). Da antiga mescla de sentimentos primordiais e imaturos que senti – admiração, proximidade, dedicação – ficou quase nada. O tempo provou que minhas primeiras impressões estavam todas erradas e você não era mesmo tudo aquilo que aparentava. Já daqueles outros sentimentos mais profundos – respeito, amor, carinho – ainda resta alguma coisa se equilibrando sob a superfície fria que tento mostrar. Acho que mais um pouco e eles também morrerão, embora eu tente tão avidamente fazê-los ficarem ai. Preciso acreditar que sinto um pouco por você. Preciso saber que ainda há esperança de recuperar o que nós já tivemos um dia. Porque é a única coisa que me faz continuar acreditando em você. Se não fosse isso, eu já haveria me convencido que você foi apenas uma invenção da minha mente infantil. Nada mais que a necessidade de um porto seguro, de alguém que me ajudasse a dar os primeiros passos.
A maior mudança, no entanto, não está relacionada com o nosso contato (raríssimo, devo dizer) ou com o que sinto ou deixo de sentir em relação a você (ou você a mim). O que mais mudou entre nós dois foi o fato que eu hoje vejo que você não passa de um homem normal. Parece um pouco idiota, mas não para mim. Eu acreditei durante nove anos que você fosse, realmente, deus. Sim, você foi meu deus durante muito tempo. Foi quem me ensinou a falar, a andar, a pensar. Você me ensinou a existir. E me defendia. E me escondia embaixo da mesa depois que eu tinha feito alguma coisa errada. E recebia minhas ligações durante suas reuniões e me mandava bonecas caras. Mas nossa relação era bem mais que material. Eu sabia (ou pelo menos achava que sabia) que você era meu. E seria pra sempre. Estaria ali, quando eu quisesse para o que eu precisasse. E isso me mantinha de pé. Saber que havia alguém no mundo que faria tudo por mim. Na mente de uma criança essas resoluções não são bem claras. Mas com o passar dos anos eu consegui chegar a estas conclusões. Então no dia que você se foi, levou consigo um pedaço de mim. Auto confiança, amor próprio, segurança, chame do que quiser. Você deixou pra trás um alguém incompleto, que percebeu do modo mais difícil que ninguém (ninguém mesmo) vai nos segurar quando cairmos. Foi ali que eu soube (embora não tivesse ainda plena consciência disso) que você era apenas um mortal. Alguém sujeito a erros catastróficos com quem eu não podia contar. E isso me afastou completamente. Isso me tira toda a vontade de voltar atrás e te ligar, ou te procurar.
Tenho déficit de energia quando o assunto é você porque sinceramente, não aguento mais me decepcionar. Por isso eu espero profundamente que você um dia me ache e me convença que estava errada. Não há como voltar atrás no que foi feito, mas você poderia ao menos mostrar-me que, sim, você não é nem nunca vai ser deus, mas um homem normal que tenta excepcionalmente acertar. Eu estou disposta a abrir a porta, se você ao menos bater.
Há tanta coisa ainda que você precisa saber.
(dois anos atrás)
sexta-feira, 19 de junho de 2009
"Não me importo de perder se for pra ficar aos teus pés"
I hope you haven't figured it out by now, but I may somehow love the way you laugh. Or the way you don't laugh when I'm fully expecting you to. Or maybe I love to lay my head on your sholder and hear you breathing for a while. Or when you stare at me. I think I just might love your voice too. And the way you kiss my neck so softly. When you hug me and surprise me, when you say I'm so annoying that nobody else would ever stand me. When you tell me you missed me and how nervous you were to call me. And everbody has been telling me how bigger my smile is when I'm around you. I can't really understand how we got here, but we did. And so here's this: I think I love you.
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